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Mantenha uma perfuração de núcleo a pelo menos 100 mm ou um diâmetro da broca de distância de uma borda livre, quando o projeto permitir. Se você precisar perfurar mais perto, use uma broca de núcleo diamantada em baixa velocidade com uma piloto curta, reduza o avanço ao mínimo e apoie a borda próxima com uma prancha de madeira colada no concreto. Pare pouco antes da broca atingir a outra borda e termine os últimos 10 mm à mão, para a broca não empurrar o canto. A maioria dos rompimentos na borda acontece porque o operador avança com pressão normal, não porque a broca é errada.
O concreto é resistente à compressão, mas fraco à tração. Quando a broca corta perto de uma borda livre, o concreto do lado de dentro não tem onde se apoiar. Pela rotação, a broca empurra esse lado não apoiado para fora, e um pedaço triangular sai da borda. Quanto mais fundo o furo e mais perto o centro, maior o pedaço. Isso é mecânica, não um defeito da broca, então a correção é processual.
Bordas são ainda mais fracas em paredes de bloco protendidas ou ocos, onde a casca tem poucos centímetros de espessura. Um furo que parece seguro em uma parede maciça pode quebrar a face do bloco. Sempre trate a borda como mais fraca que a parede.
Use a tabela antes de marcar um furo:
Se a perfuração é estrutural, confira os projetos antes de perfurar; um furo perto da borda em uma viga ou placa pode exigir liberação do engenheiro, e a escolha da broca de núcleo importa menos que a análise estrutural.
Comece com um furo piloto pequeno de 6-8 mm, exatamente no centro. Isso impede que a broca de núcleo escorregue para o lado na borda. Em um piso normal, a piloto é opcional; na borda, é obrigatória. Use uma broca de ponta, não martelete, para não sacudir o canto. A piloto também te dá uma verificação: se a própria piloto rompe a borda, a distância é pequena demais, e você precisa deslocar o furo.
Uma prancha de apoio dá à borda próxima um apoio firme. Enquanto a broca corta através da prancha e do concreto, a prancha sustenta os últimos milímetros de concreto que de outro modo seriam empurrados para fora. A cola de montagem mantém a prancha plana, para ela não escapar no meio do corte. A prancha custa um dólar e poupa um conserto de cem. Use-a sempre que o furo estiver dentro de um diâmetro da borda.
Quando o furo precisa ficar perto da borda, mude o processo:
Cole uma prancha de compensado de 12 mm sobre a área da borda no concreto com cola de montagem. Perfure através da prancha e do concreto juntos; a prancha apoia a face livre mais próxima e segura os pequenos estilhaços. Deixe a broca de núcleo segmentada trabalhar na extremidade baixa da faixa de rpm, e avance manualmente, não com avanço automático da máquina. Quando a broca estiver a 10 mm da borda livre, recue parcialmente, deixe-a continuar girando e termine o corte sem pressão.
Se você ouvir um estalo ou ver uma lasca, pare. Não continue perfurando. Limpe o furo, avalie o dano e decida se conserta a borda e repete, ou desloca o furo. Um rompimento em uma passagem oculta pode ser consertado com argamassa estrutural; em uma borda visível, geralmente é mais barato deslocar. Nunca use um martelete em um furo de borda; a percussão sacode o canto antes mesmo de a broca cortar.
Uma pequena lasca com menos de 20 mm em uma parede oculta pode ser preenchida com argamassa epóxi estrutural, e depois repassada após a cura. Uma lasca acima de 20 mm ou qualquer lasca em uma face visível sai mais barato deslocando do que consertando. Se o furo já passou e o canto trincou, apoie o canto temporariamente e consulte um engenheiro antes de carregar a parede. Nunca trate uma borda trincada como cosmética; o concreto pode se destacar sob carga.
Se uma pequena lasca saiu, não tente esconder com tinta. Lixe as bordas da lasca, assopre o pó e preencha o vazio com argamassa epóxi estrutural. Alise a argamassa rente à parede e deixe curar por 24 horas antes de perfurar ao lado. Uma borda mal consertada vai acumular água e descascar em um ano. Marque as bordas consertadas na planta, para equipes futuras saberem que o canto foi reparado, não concreto maciço.
Para um furo pequeno na borda, onde a água se espalharia, a broca de núcleo seca com capa de aspiração é a escolha mais limpa. Mesmas regras: piloto, avanço lento, prancha de apoio. O cilindro mais curto da broca seca e a máquina mais leve também exercem menos força lateral no canto, então a maioria dos eletricistas faz furos pequenos na borda a seco, em vez de úmido.
Respeite a distância da borda, faça uma piloto, apoie a face próxima, reduza o avanço e pare antes da saída. As bordas rompem pela pressão, não pela broca, então trate o processo como controle, e o canto permanece inteiro. Quando o furo precisa ficar mais perto que um diâmetro, planeje o conserto e um corte mais lento e cuidadoso.
Escrito e revisado pela JOY TECH — fabricante de ferramentas de diamante auditado por SGS e BV, certificado CE/RoHS, fundado em 2004 e exportando para mais de 50 países.
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